Convocação de Assembleia Geral Extraordinária

A Diretoria da Associação dos Servidores da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ASEANTT, nos termos da Seção II do Capítulo III de seu Estatuto, e conforme solicitação de seus associados, vem convocar Assembleia Geral Extraordinária na forma abaixo:

Data: 24 de março de 2011

Hora: 12:00 horas em primeira convocação, com maioria absoluta dos associados, ou as 12:30 horas em segunda convocação.

Local: SBN, Quadra 2, entre os Blocos C (Edifício-sede da ANTT) e E (Agência do INSS)

Pauta:
1. Jornada de Trabalho e Regime de Sobreaviso
2. Reestruturação Organizacional
3. Insalubridade e Periculosidade
4. Assuntos Gerais

Os associados poderão enviar sugestões sobre os temas em pauta, ou ainda para inclusão de outros temas, até uma hora antes da convocação pelos e-mails aseantt@antt.gov.br e aseantt@ymail.com

Os associados lotados nas URs e PFAs poderão reunir-se em seus respectivos locais de trabalho.

A Ata da Assembleia será disponibilizada no sítio da ASEANTT e ficará aberta a contribuições dos servidores por cinco dias úteis contados de sua publicação.

A Modernização das Carreiras Efetivas das Agências Reguladoras Federais

Artigo do Servidor Felipe Freire da Costa, publicado em www.anerbrasil.org.br, em 17/11/2010

Passados seis anos e meio da edição da Lei nº 10.871/2004, que criou as carreiras e organizou os cargos efetivos das Agências Reguladoras Federais, a ausência da regulamentação de dispositivos expressos da lei, e de uma política de valorização que transcende apenas a questão remuneratória, impede que essas carreiras se consolidem como uma das mais promissoras do Poder Executivo Federal.

A legislação reserva às agências um papel de vanguarda, por meio de atribuições gerais e específicas de suas carreiras, na regulação econômica e social, essenciais não apenas ao desenvolvimento econômico, como também ao alcance do bem-estar social. Por sua vez, a dinâmica das atividades de regulação e de gestão no desempenho diário dos servidores nas agências reguladoras leva à necessidade premente de modernização dessas carreiras, de forma a fazer frente aos novos e crescentes desafios que se interpõem às fronteiras de crescimento do país.

De forma a evidenciar a necessidade de modernização das carreiras e da gestão de pessoas no âmbito das agências reguladoras, tomaram-se por base informações relativas à gestão de cargos comissionados e a rotatividade dos servidores efetivos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), obtidas por meio de pesquisas ao Diário Oficial da União (DOU).

O Quadro-resumo apresenta as informações atualizadas até o mês de agosto corrente sobre o quantitativo de cargos e a sua destinação aos servidores efetivos.

Os números, por si só, evidenciam a ausência de uma política de valorização do servidor, pois, dos cerca de 350 cargos em comissão, apenas 34, menos de 10%, estão em posse de servidores que prestaram concurso para a ANTT, ou seja, daqueles que têm um compromisso de médio e longo prazo com o órgão. Tomando-se por base as informações financeiras a situação se mostra mais crítica, pois apenas cerca de 5% da verba mensal destinada ao pagamento dos cargos em comissão é utilizada com funcionários dos cargos efetivos da ANTT.

Reproduzindo esse mesmo cálculo com base no quantitativo original de cargos comissionados técnicos (CCT), em respeito ao Acórdão do TCU – que ainda não vem sendo cumprido pelo conjunto das Agências Reguladoras –, apenas 9,5% da verba mensal é destinada aos servidores efetivos da agência. Em relação aos cargos comissionados de livre nomeação esse percentual fica abaixo de 2%, o que indica que praticamente todos os cargos gerenciais atualmente na ANTT pertencem a funcionários em situação transitória na agência, ainda que alguns deles esteja há algum tempo em esses cargos.

O Quadro seguinte traz os quantitativos de concursados nomeados versus concursados em exercício (descontados os que não tomaram posse, os que estão em vacância, ou pediram exoneração), por cargo e por concurso para a ANTT, atualizados para o mês de julho corrente.

O exame dos números, ainda que agregados, mostra uma forte correlação entre o aumento salarial e a diminuição no percentual de evasão dos servidores, o que ocorreu, em maior ou menor grau, com todos os cargos efetivos da ANTT. Ainda assim os números são muito altos, principalmente nas carreiras de gestão – Analistas e Técnicos Administrativos – em que menos da metade dos nomeados permanecem na agência.

O mesmo se dá em relação aos Técnicos em Regulação que são nomeados para os Postos de Fiscalização e Balanças. Em esse caso a maioria sequer chega a tomar posse, ou quando o faz não tarda muito a deixar a Agência.

As razões para isso são as mais diversas, variando com o cargo e a lotação do funcionário, mas todas passam pela ausência de uma política de valorização das carreiras efetivas, pelo descompasso entre as responsabilidades dos servidores e a destinação dos cargos em comissão, pela inexistência de instrumentos de compensação para atividades perigosas e insalubres, e, entre outros fatores, pela inadequação das jornadas de trabalho.

Por tudo isso que temas como a remuneração por subsídio, a mudança para nível superior no requisito de ingresso das carreiras de nível médio, a reformulação nas atribuições dos cargos – mormente nas carreiras de gestão das agências reguladoras –, a flexibilização da jornada de trabalho com a instituição do sobreaviso e do banco de horas, a regulamentação dos dispositivos da Lei nº 10.871/2004, a destinação exclusiva dos CCT e preferencial dos cargos de livre nomeação aos servidores das agências, e a criação da Escola Nacional de Regulação estão na ordem do dia nas discussões para modernização das carreiras efetivas das Agências Reguladoras Federais.

Conheça a petição para Projeto de Lei de modernização de carreiras

Está no site http://www.petitiononline.com/agencias/petition.html a Petição online que solicita ações efetivas para a modernização das carreiras dos cargos efetivos de Técnico em Regulação, Analista Administrativo e Técnico Administrativo das Agências Reguladoras Federais.

A intenção é que essa modernização ocorra por meio de Projeto de Lei que o Governo Federal está elaborando para diversas carreiras. Veja abaixo as propostas do abaxio-assinado:

“Os abaixo-assinados, Servidores das Agências Reguladoras Federais, solicitam ações efetivas para a modernização das carreiras dos cargos efetivos de Técnico em Regulação, Analista Administrativo e Técnico Administrativo das Agências Reguladoras Federais, sem prejuízo para os Servidores em exercício, com alteração nas respectivas leis de criação destes cargos, conforme o que segue:

1) Exigência de nível superior completo para ingresso nos cargos efetivos de Técnico em Regulação e Técnico Administrativo das Agências Reguladoras Federais, criados pela Lei nº 10.871/2004;

2) Alteração da nomenclatura do cargo efetivo de Técnico Administrativo das Agências Reguladoras Federais, criado pela Lei nº 10.871/2004, para “Técnico de Gestão em Regulação”;

3) Alteração da nomenclatura do cargo efetivo de Analista Administrativo das Agências Reguladoras Federais, criado pelas Leis nº 10.768/2003 e nº 10.871/2004, para “Analista de Gestão em Regulação”.

A própria lei confere aos cargos efetivos de Técnico em Regulação e Técnico Administrativo das Agências Reguladoras Federais atribuições de execução complexa, que exigem uma qualificação técnica e geral que, hoje, somente podem ser supridas pelo ensino das instituições de ensino superior. A prática mostra que as atribuições desenvolvidas pelos ocupantes destes cargos são realmente especializadas e totalmente compatíveis com o nível superior de formação educacional.

O desempenho atual do apoio Técnico especializado realizado pelos Técnicos em Regulação e Técnicos Administrativos corrobora com a proposta, pois na prática grande parte dos servidores que estão nestes cargos já possuem a graduação completa ou estão em fase de conclusão. Este fato não pode ser ignorado pela administração pública, pois isto é um fator fundamental para a regulação e decisivo no sucesso e reconhecimento que o Brasil obteve diante da economia mundial.

Os Analistas e Técnicos Administrativos atuam efetivamente na Gestão das Agências Reguladoras Federais (licitações, orçamento, recursos humanos, arrecadação, logística, contabilidade pública, contratos e convênios e tecnologia da informação/sistemas etc). A denominação “Analista Administrativo” e “Técnico Administrativo” utilizada nas Agências Reguladoras Federais pode levar a enganos e confusão com cargos de outros órgãos, mas que não possuem atribuições de igual complexidade. Isto precisa ser corrigido para que os Servidores possam ter o seu trablaho devidamente reconhecido e exista coerência entre o cargo e a atividade exercida.

Certos de que este pleito é justo e necessário para a valorização dos Servidores dos cargos supra e para o desenvolvimento da Regulação no Brasil, sem impacto orçamentário nas contas do governo, os abaixo-assinados solicitam providências imediatas para o êxito desta proposta.”

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